Archives de catégorie : Arts et culture

Carrancas do Sertão: Signos de Ontem e de Hoje

This article makes reference to the figureheads, sculptures in wood, used in the boats of the submedium São Francisco River since the late nineteenth century; their representative evolution as Brazilian popular art and mythical meanings; its appropriation by advertising language and the media as icon / symbol of the region and its cultural and commercial importance to the craftwork.*

Text by Elisabet Gonçalves Moreira

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Exposição sobre Antonio Benetazzo no Centro Cultural São Paulo

Antonio Benetazzo – Permanências do Sensível – Exposição em Cartaz no CCSP (Centro Cultural São Paulo)

 É necessário lembrar constantemente das atrocidades ocorridas no passado para não repeti-las no presente.[1]

Antonio Benetazzo foi um artista plástico, professor e militante ítalo-brasileiro que lutou contra a ditadura militar e foi por ela brutalmente assassinado em 1972. Sua morte foi registrada como resultado de um atropelamento e por quarenta e dois anos sua história permaneceu desconhecida. Sua carreira como artista tendo sido interrompida, suas obras ficaram também por muito tempo desconhecidas do público, espalhadas em casas de amigos e familiares. Hoje a mostra Antônio Benetazzo – Permanências do Sensível conta sua história e exibe 90 de suas obras. A exposição, que conta com pesquisa e curadoria de Reinaldo Cardenuto, fica em cartaz no Centro Cultural São Paulo até o dia 29 de maio de 2016.

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O Rap e a luta indígena do século XXI: Entrevista com Luanko

Neste mês de Maio a equipe do Cultura Crítica entrevistou o rapper mapuche Gonzalo Luanko, popularmente conhecido como ‘Luanko’, para saber mais de sua história. Na nossa conversa o rapper conta sua experiência como músico, e diz por que escolheu o rap como forma de luta e expressão para representar os interesses indígenas (termo que ele critica) atuais. Relata ainda como a utilização do rap para falar da cultura mapuche levou a jovens e adultos que não falavam mapudungun (língua mapuche) a se interessar pela língua e recuperar essa cultura ancestral. Como diz o rapper: « Para mim, a forma é o rap. O fundo é mapuche. »


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Vidéodrome (Cronemberg, 1983)

Vidéodrome (Cronemberg, 1983) a été réalisé à un moment clé des changements du langage audiovisuel, causés par l’arrivée des satellites TV, vidéoclips et des vidéocassettes. Un aspect intéressant de cette œuvre est son rapport avec son contexte historique. Le langage cinématographique proposé par ce film dialogue avec l’esthétique d’images typiques de la télévision et de la cassette, ainsi qu’avec la réflexion sur l’arrivée (et la popularisation) de ces nouveaux médias. Le film peut être lu  comme métaphore de la distance du réel, provoquée par ces médias.

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Entre le rap et la sociologie à la recherche de l’homme postmoderne

Genio futurista, de Giacomo Balla

Genio futurista, de Giacomo Balla

La postmodernité[1] est un sujet très polémique qui permet des innombrables approches. Le sociologue et philosophe Zygmunt Bauman s’est penché sur cette question dans son œuvre La vie en miettes – Expérience postmoderne et moralité, où il essaie de comprendre l’individu postmoderne, si multiple et apparemment si proche de nous. C’est, par ailleurs, la même approche choisie par l’ex-rappeur Benjamin Paulin dans sa chanson L’homme postmoderne[2], où il en présente une définition. Étant ses œuvres dans une relation dialogique[3] très forte, nous allons rapprocher leurs idées pour en dégager leurs conceptions de cet homme. Cet article, qui reste très collé aux deux œuvres, s’organise en 3 axes concernant des aspects différents de leurs descriptions : l’accumulation, le changement et la négativité.

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La Perte du Cinéma

Cinema

            Dès la fin du XIX siècle l’art gagne une autonomie vis-à-vis des sujets et des formes de représentation classiques. Au fur et à mesure que l’art devient indépendant des contraintes anciennes la question du sujet devient de plus en plus importante. Les avant-gardes du début du XX siècle ont eu un rôle essentiel dans ce processus. Avec les mouvements sociaux, certains courants artistiques se sont tournés vers des thématiques socio-politiques. En ce moment un questionnement sur comment l’art doit participer de la vie politique est inévitable. La révolution formelle serait-elle en soi un acte politique ?

            Le sujet de la politique dans l’art pourrait être traité partant de l’œuvre de divers artistes, mais cet article se concentre notamment sur la filmographie de Marguerite Duras. L’intérêt pour l’œuvre de cette cinéaste en particulier vient du fait qu’elle déclare la perte du cinéma en tant que solution. Elle se déclare dégoutée par le cinéma qui a été fait (c’est-à-dire le cinéma commercial, hollywoodien) et se met donc à la recherche d’un cinéma de l’ordre de la destruction de son propre langage. Un cinéma raréfié construit à partir d’une grammaire presque primitive[1]. Continuer la lecture

A Importância Da Ficção

By Gustave Doré (1832–1883) Héliodore-Joseph Pisan (assistant, 1822-1890) [Public domain], via Wikimedia Commons

Gustave Doré (1832–1883), Héliodore-Joseph Pisan (assistant, 1822-1890) [Public domain]

 « I like nonsense, it wakes up the brain cells. Fantasy is a necessary ingredient in living, it’s a way of looking at life through the wrong end of a telescope. Which is what I do, and that enables you to laugh at life’s realities. »

Dr. Seuss
Autor e ilustrador americano (1904-1991)

(« Eu gosto do absurdo, ele acorda as células do cérebro. Fantasia é um ingrediente necessário na vida, é uma maneira de olhar a vida pelo lado errado de um telescópio. Que é o que eu faço, e isso lhe permite rir das realidades da vida. »)

Desde quando se têm civilizações se tem a ficção. Essa pode aparecer tanto nas mitologias da Grécia antiga, como pelos filmes de ficção científica do século XXI, e por maiores alterações que sofra, sempre manterá sua principal premissa: a imaginação e o paralelo com a realidade. A busca por entender tal premissa acompanha a busca para se revelar por que este estilo literário é tão trabalhado e adorado diante de diversos anos e gerações.

Por Julia Porfirio Leite

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Sonho e Realidade em A Hora do Lobo

Em A Hora do Lobo (1966) Johan Borg e sua esposa vivem numa ilha, isolados do resto do mundo. Ele tem devaneios nos quais vê pessoas-demônios que o convidam para viver num sonho, enquanto Alma, sua esposa, representa a realidade. A discussão proposta pelo filme é justamente este embate entre o mundo real e o mundo os sonhos, onde vivem os demônios.

“Subitamente tive a possibilidade de me corresponder com o mundo numa linguagem que fala de alma para alma, em termos que, quase de maneira voluptuosa, escapam ao controle do intelecto”- Ingmar Bergman[1]

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A citizen of Internetland

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Don’t go too far for the women’s day!

Following is an interview with cartoonist, illustrator and creator of comic books Mana Neyestani. He was born in 1973 in Tehran and graduated from Tehran University with a Masters Degree of Architecture. In 1989 he started working as a professional cartoonist in the Iranian press, and now his works are published regularly on the websites such as “Tavanaa: E-Learning Institute for Iranian Civil Society” and “IranWire”. In 2006, due to a misunderstanding and conception of anti-ethnic from one of his cartoons in the children’s section of the weekly newspaper, “Iran-e Jom’e”, he was imprisoned. On the pretext of this project, wide riots were erupted in Azeri cities of Iran and the cartoonist spent three months in Tehran’s Evin prison. As he was given a temporary prison leave, he fled the country. He has been living in Paris since 2011 and has published two books in France: “An Iranian Metamorphosis” and “Everything is fine”. His third book, entitled “Pocket Guide for the Perfect Political Refugee”, will be released in April, in France.

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Leonilson: Verdades e Mentiras

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Leonilson
So many days, 1989
Tinta preta sobre papel
29,5 x 21,0 cm
Foto: Rubens Chiri

O desenho é a forma de criação de imagem mais direta que há, acontecendo do pensamento pra mão, da mão pro papel e pronto, no mesmo instante já está então colocado o que pode ser um registro imediato, expressão, representação, invenção.

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